“Tirai a Pedra” (Jo 11:39) foram as palavras de Jesus que confrontaram o sentimento de incredulidade que Marta e Maria, irmãs de Lázaro, estavam vivendo frente à morte de seu querido irmão. Havia uma promessa proferida pelo Senhor Jesus “Se creres, verás a glória de Deus?” (Jo 11:40b) mas assim mesmo, o coração humano insiste em duvidar e não confiar no agir de Deus. A incredulidade é consequência de nossa visão errada da realidade e do próprio Deus a quem servimos, entristecendo o Seu coração.
Os problemas existem e sempre vão existir, mas o fato é que o supervalorizamos frente à capacidade de nosso Deus. Quando Davi enxergou o gigante Golias ele não destacou sua altura, força ou armadura, mas, deixando a incredulidade de lado, olhou para o seu Deus e usando o que tinha em mãos derrotou o gigante e exaltou o Senhor dos Exércitos. Outro exemplo claro de supervalorização das dificuldades foi o relatório dividido, que os espias da terra de Canaã trouxeram, dez deles destacaram os problemas: povo poderoso, cidades fortificadas e a presença de gigantes (Nm 13:28), somente Josué e Calebe olharam para a realidade com os olhos da fé “Se o Senhor se agradar de nós, então, nos fará entrar nessa terra e no-la dará, terra que mana leite e mel” (Nm 14:8), demonstrando que não se impressionaram com os problemas, mas sabiam que esta realidade poderia ser enfrentada por uma atitude de confiança e fé.
Outro fator que potencializa a incredulidade é nossa visão errada de Deus, ou seja, quanto mais próximos estamos de Deus em nossa busca através de uma vida de comunhão e intimidade, leitura da Palavra e vida de oração, mais e mais nossa fé é fortalecida nos capacitando a crer mesmo em situações adversas, porque assim confiamos que Deus é capaz de realizar tal milagre.
O autor aos hebreus escreveu “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hb 11:6), mostrando que nossa incredulidade entristece o coração do Pai. A exemplo disto, Jesus em frente ao túmulo de Lázaro, o qual já estava sepultado a quatro dias, chorou. Muitos até pensam que ele chorou por tristeza vendo seu grande amigo morto, mas certamente esta não é a interpretação certa, pois Jesus, sendo Deus, sabia que aquela enfermidade não era para morte (Jo 11:4). Certamente Jesus chorou frente à incredulidade que pairava no ar, pessoas que um dia haviam experimentado grandes milagres, mas que agora estavam duvidando do seu poder frente à morte.
Para experimentarmos bênçãos e milagres em nossas vidas, certamente a incredulidade deve ser vencida em nosso coração através da fé em Cristo Jesus. Certa vez os seus discípulos pediram a Jesus “aumenta-nos a fé” (Lu 17:5b), este deve ser o nosso clamor também para que o empecilho da incredulidade não mais faça parte de nossa caminhada cristã.
Rev. Emerson Macedo Patriota
